terça-feira, 29 de abril de 2014

Ser Feliz é...





Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Jardim




O nosso corpo é como um jardim, um espaço onde o jardineiro de serviço é a nossa alma e onde podemos plantar todas as flores que vão passando pela nossa vida. Nessas flores que passam pela nossa vida, temos de tudo um pouco: flores linda e coloridas que nos alegram, flores bonitas mas com espinhos que nos incentivam a seguir em frente depois de uma picada, cactos secos e espinhosos que nos mostram que nem tudo são rosas, ervas daninhas que tentam estragar o jardim... Todas nos ensinam alguma coisa e têm o seu papel no nosso jardim. Os cactos e ervas daninhas, são as que mais magoam, são aquelas que nos mostram que nem tudo na vida é bom e que há muita coisa má, mas ajudam em muito... As ervas daninhas por exemplo, devem ser arrancadas, mas não devem ser deitadas fora, devem ser enterradas e usadas como adubo que nos faz dar valor ás outras flores, àquelas que têm raízes tão profundas que chegam ao nosso coração e que mesmo que não lhes dêmos atenção, elas sabem sempre compreender-nos, alegrar-nos e colorir a nossa vida.

Esta nas nossas mãos arrancar as ervas daninhas e deixar florir o jardim à sua vontade sem limites.... Somos nós que escolhemos como queremos o nosso jardim e somos nós que temos o dever e o poder de o podar à nossa imagem e à imagem da nossa alma...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Destino...


Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espectaculo de beleza rara. O barco, impulsionado pela força do vento, vai ganhando o mar azul e parecenos cada vez menor. Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram. Quem observa o veleiro desaparecer na linha do horizonte, certamente exclamará: " Já se foi ", terá desaparecido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não se evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele contnua o mesmo. E talvez, no exacto instante em que alguem diz: " já se foi ", haverá outras vozes, mais alem, a afirmar: " lá vem o veleiro ". Assim é a morte. Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos desaparecer na linha que separa o visivel do invisivel dizemos: " já se foi ". Terá desparecido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado. Conserva o mesmo afecto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que nao mais necessita no outro lado. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: " já se foi ", no mais além, outro alguém dirá feliz: " já está a chegar ". Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena. A vida jamais se interrompe, nem oferece mudanças espectaculares, pois a natureza não dá saltos. Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afectos e desafectos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessáro.

Amizade...


Dois amigos viajam pelo deserto e num determinado ponto da viagem discutiram. Um deles bateu na cara do outro. O outro ofendido, sem nada a dizer, escreveu na areia: Hoje, o meu melhor amigo bateu-me na cara. Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram tomar banho. O que tinha sido esbofeteado começou a aforgar-se, mas foi salvo pelo amigo. Depois de se recuperar pegou num canivete e escreveu numa pedra: Hoje o meu melhor amigo salvou-me a vida. Intrigado, o amigo perguntou: - Porque, e que depois de te bater escreveste na areia e agora na pedra ?
Sorrindo, o outro amigo respondeu: - Quando um grande amigo nos ofende, deveremos escrever na areia onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar; porem quando nos faz algo de grandioso, deveremos gravar na pedra da memória do coração, onde vento nenhum do mundo poderá apagar...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ouve o teu coração !!!


"...não somos seres suspensos em bolas de sabão, que vagueiam felizes pelos ares; nas nossas vidas um antes e um depois, e esse antes e esse depois são uma ratoeira para os nossos destinos, pousam-se sobre nós como uma rede se pousa sobre a presa. O destino possui todo o poder e o esforço da vontade mão passa de um pretexto... quando o caminho atrás de ti é mais comprido do que o que tens à tua frente, vês uma coisa que nunca tinhas visto antes: o caminho que percorreste não era a direito mas cheio de encruzilhadas, a cada passo havia uma seta que apontava para uma direcção diferente; dali partia um atalho, de acolá um carreio cheio de ervas que se perdia nos bosques.
Alguns desses desvios fizeste-os sem te aperceberes, outros nem sequer os viste; não sabes se os que não fizeste te levariam a um lugar melhor ou pior; não sabes, mas sentes pena. Podias fazer uma coisa e não fizeste, voltaste para trás em vez de seguir em frente. E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieto, em silêncio e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar."

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

As Palavras Sempre Ficam !


Se me disseres que me amas, acreditarei,
mas se escreveres que me amas,
acreditarei ainda mais.

Se me falares da tua bondade, entenderei,
mas se escreveres sobre ela,
eu a sentirei junto contigo.

Se a tristeza vier a te consumir e me contares,
eu saberei, mas se a descreveres no papel,
o seu peso será maior.

... e assim são as palavras escritas:
possuem um magnetismo especial, libertam,
acalantam, invocam emoções.

Elas possuem a capacidade
de em poucos minutos cruzar mares,
saltar montanhas, atravessar desetos intocáveis.

Muitas vezes, infelizmente, perde-se o Autor,
mas a mensagem sobrevive ao tempo,
atravessando séculos e gerações.

Elas marcam um momento que será
eternamente revivido por todos aqueles que a lerem.

Viva o amor com palavras faladas e escritas,
mate saudades, peça perdão,
aproxime-se, recupere o tempo perdido.

Insinue-se, alegre alguém,
ofereça um simples " bom dia ",
faça um carinho especial.

Use a palavra a todo o instante, de todas as maneiras,
sua força é imensurável.

Lembre-se sempre do poder das palavras.

Quem escreve constrói um castelo,
e quem lê passa a habitá-lo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A vida...



A vida atira-nos pedrinhas para nos alertar quanto às escolhas que fazemos. Tudo acontece de maneira subtil, por isso devemos estar atentos aos detalhes.
Quando é preciso acordar, a vida atira-nos um tijolo. Existem pessoas que precisam receber tropedos.
Independente do grau de complexidade dos acontecimentos, o que importa para a nossa evolução é a aprendizagem que tiramos deles. Tudo acontece para pararmos, analisarmos e observarmos a lição daquele acontecimento. Por isso é preciso compreensão para saber e aceitar que erramos e que os outros também são passíveis a erros.
Tanto as nossas vidas como a vida dos outros são feitas de escolhas, escolhemos a todos os momentos, às vezes julgamoscomo sendo erradas algumas escolhas, mas não são.
Tratam-se apenas da vontade que tínhamos naquela ocasião e que agora pode não fazer sentido. Por isso o momento é para reflexão, quando reflectimos, ao invés de julgar e colocar a culpa nos outros e nas coisas, crescemos, afinal, quando se compreende o porquê e a razão do que nos aflige ou alegra é sinal de que aproveitamos com qualidade os momentos de aprendizagem que a vida nos presenteia.